{"id":3202,"date":"2022-09-14T12:43:00","date_gmt":"2022-09-14T15:43:00","guid":{"rendered":"http:\/\/gabyindiodacosta.com\/arte\/?p=3202"},"modified":"2023-10-31T14:26:46","modified_gmt":"2023-10-31T17:26:46","slug":"artrio-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gabyindiodacosta.com\/arte\/artrio-2022\/","title":{"rendered":"ArtRio 2022"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"alignwide\"><div id=\"metaslider-id-3186\" style=\"max-width: 911px; margin: 0 auto;\" class=\"ml-slider-3-90-0 metaslider metaslider-nivo metaslider-3186 ml-slider ms-theme-nivo-light\" role=\"region\" aria-roledescription=\"Slideshow\" aria-label=\"feira - ArtRio 2022\">\n    <div id=\"metaslider_container_3186\">\n        <div class='slider-wrapper theme-default'><div class='ribbon'><\/div><div id='metaslider_3186' class='nivoSlider'><img decoding=\"async\" width=\"911\" height=\"608\" src=\"https:\/\/gabyindiodacosta.com\/arte\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/artrio-22.jpg\" class=\"slider-3186 slide-3187\" alt=\"\" data-caption=\"\" data-thumb=\"\" title=\"artrio-22\" rel=\"\" srcset=\"https:\/\/gabyindiodacosta.com\/arte\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/artrio-22-200x133.jpg 200w, https:\/\/gabyindiodacosta.com\/arte\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/artrio-22-300x200.jpg 300w, https:\/\/gabyindiodacosta.com\/arte\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/artrio-22-400x267.jpg 400w, https:\/\/gabyindiodacosta.com\/arte\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/artrio-22-600x400.jpg 600w, https:\/\/gabyindiodacosta.com\/arte\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/artrio-22-768x513.jpg 768w, https:\/\/gabyindiodacosta.com\/arte\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/artrio-22-800x534.jpg 800w, https:\/\/gabyindiodacosta.com\/arte\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/artrio-22.jpg 911w\" sizes=\"(max-width: 911px) 100vw, 911px\" \/><\/div><\/div>\n        \n    <\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>ArtRio 2022<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Projeto Curatorial Theo Monteiro<\/p>\n\n\n\n<p>A CAIXA DE FERRAMENTAS<\/p>\n\n\n\n<p>O interesse da humanidade por entender sua origem, o que a constitui e o que forma tudo o que a rodeia \u00e9 quase t\u00e3o antigo quanto a pr\u00f3pria. Para dar conta dessa curiosidade primordial, recorreu-se tanto a relatos e mitologias de natureza religiosa quanto a, posteriormente, explica\u00e7\u00f5es e teorias de natureza cient\u00edfica. Embora possuam metodologias diferentes, ocorre algumas vezes de religi\u00e3o e ci\u00eancia coincidirem em seus modelos explicativos. Ambas acabam nos fornecendo uma esp\u00e9cie de \u201ccaixa de ferramentas\u201d para a compreens\u00e3o do universo.<\/p>\n\n\n\n<p>Pensando na met\u00e1fora da caixa citada acima, embora opere em terreno diferente, a arte tamb\u00e9m pode nos fornecer algumas dessas ferramentas. A presente curadoria apresenta uma sele\u00e7\u00e3o de artistas que, cada um \u00e0 sua maneira, acabam fornecendo alguns elementos que ajudam a entender o universo que habitamos, em diferentes escalas.<\/p>\n\n\n\n<p>A pintura de Manoel Veiga leva tal debate para uma propor\u00e7\u00e3o c\u00f3smica.&nbsp; Engenheiro de forma\u00e7\u00e3o, trata-se de um artista profundamente familiarizado com a linguagem das ci\u00eancias da natureza e das leis da f\u00edsica. Em suas pinturas, como a que estar\u00e1 exposta na feira, vemos um conjunto de formas e cores dispersas pela tela. Em um espa\u00e7o constru\u00eddo meticulosamente, esse corpo pict\u00f3rico se espalha e se organiza a partir de leis da f\u00edsica.&nbsp; A ideia aqui \u00e9 usar as mesmas leis que regem o cosmos como ferramentas, atrav\u00e9s de muitos procedimentos desenvolvidos pelo artista, para organizar o trabalho compositivamente. O resultado torna tais pinturas bastante similares a formas gal\u00e1cticas, como aquelas vistas em fotografias tiradas por telesc\u00f3pios e coloridas artificialmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Saindo, mas nem tanto, de uma escala t\u00e3o imponente, chegamos a um universo que nos \u00e9 mais pr\u00f3ximo: o dos seres vivos. Nessa chave podem ser apreciadas po\u00e9ticas de artistas como Mercedes Lachmann e Ros\u00e2ngela Dorazio. A primeira tem na forma org\u00e2nica o ponto crucial de sua pesquisa. Diferentemente de Veiga, que a aborda em escala aumentada, Lachmann se vale de materiais que compartilham escala biol\u00f3gica: madeiras, vidros, ess\u00eancias, metais e formas vegetais. N\u00e3o a interessa o material pura e simplesmente, mas seu car\u00e1ter flu\u00eddo, din\u00e2mico e vivo. A artista, ainda que por vezes trabalhe com mat\u00e9ria morta, busca lhe bafejar um sopro de vida, como vemos em seus \u201cArrastes\u201d, nos quais, sobre peda\u00e7os de madeira, acrescenta e molda vidros flu\u00eddos e pulsantes. A pesquisa de Ros\u00e2ngela Dorazio tamb\u00e9m lida com a forma org\u00e2nica, por\u00e9m discutindo tamb\u00e9m quest\u00f5es como a natureza da representa\u00e7\u00e3o. Na s\u00e9rie chamada \u201cMato Dentro\u201d, executa uma s\u00e9rie de desenhos de plantas e esp\u00e9cies vegetais nativas do Brasil, e por cima dos mesmos entorna caf\u00e9, o que confere a tais trabalhos um car\u00e1ter liquefeito, inst\u00e1vel, de uma figura\u00e7\u00e3o que se desfaz e de uma imagem que fica no limiar da perda do significado.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, chegamos \u00e0 escala humana do universo. Pensando numa dimens\u00e3o urbana e arquitet\u00f4nica, temos o trabalho de Manoel Novello. Em sua pintura, se sobrep\u00f5e linhas, planos e cores, com seu car\u00e1ter acentuadamente geom\u00e9trico. N\u00e3o se trata, no entanto, de uma geometria r\u00edgida, in\u00f3spita e resultado \u00fanica e exclusivamente de c\u00e1lculo. Nelas percebemos luminosidade, movimento, textura. Seus t\u00edtulos, longe de serem decorativos, trazem nomes de top\u00f4nimos e geografias do Rio de Janeiro e do Brasil, como: \u201cSumar\u00e9\u201d, \u201cItanhang\u00e1\u201d e \u201cCosta Brava\u201d. O ac\u00famulo de elementos presente nessas mesmas telas nos remete a nossas cidades, nas quais igualmente elementos arquitet\u00f4nicos e vi\u00e1rios se acumulam. No trabalho de Novello, todavia, tal sobreposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o impede que as coisas deixem de existir ou esmore\u00e7am: pelo contr\u00e1rio: tudo se mant\u00e9m vibrante e firme.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem sair de uma esfera arquitet\u00f4nica, mas agora vinculada a um aspecto mais intimista, h\u00e1 o trabalho de Andrea Brown. Tamb\u00e9m geom\u00e9trico, ele, ainda que disposto de forma regular, se assemelha mais a um enquadramento do que a uma representa\u00e7\u00e3o. Sob quadrados e ret\u00e2ngulos de madeira, vemos fotografias de c\u00e9us, mares e outras tantas paisagens que, presentes em nossos cotidianos (e que muito dizem sobre a biografia da artista, que, carioca por excel\u00eancia, \u00e9 altamente familiarizada com tais vistas), nos evocam lugares de mem\u00f3ria, afeto e domesticidade, afinal, muitas dessas vistas e enquadramentos por ela criados trazem refer\u00eancias de arquiteturas dom\u00e9sticas, como cobog\u00f3s e azulejos.<\/p>\n\n\n\n<p>Abandonando uma escala arquitet\u00f4nica e chegando ao elemento humano pura e simplesmente, temos as fotografias de Daniela Vignoli. Na s\u00e9rie realizada em viagem para a \u00cdndia, a artista se volta n\u00e3o para a grandiosidade de seus monumentos ou paisagens, mas sim para o cotidiano de seus habitantes. Acontecimentos banais, como camelos descansando ou uma crian\u00e7a brincando com um cachorro, no entanto, ganham um aspecto dignificado, imponente, o que Vignoli obt\u00e9m atrav\u00e9s de uma minuciosa escolha de luzes e cores, que, em se tratando do oriente, s\u00e3o profundamente exuberantes. J\u00e1 pensando em uma esfera biogr\u00e1fica, tem-se a s\u00e9rie \u201cO rio abaixo do rio\u201d, de Bel Barcellos, na qual a artista faz uso de croch\u00eas e frivolit\u00e9s feitos por suas av\u00f3s e tias h\u00e1 muitas d\u00e9cadas atr\u00e1s, ao lado de seus desenhos bordados. O que ocorre nestes trabalhos \u00e9 uma releitura de acordo com sua po\u00e9tica: se, no passado, essa t\u00e9cnica tinha uma finalidade meramente decorativa, aqui ela se une ao aspecto narrativo e por vezes on\u00edrico do trabalho da artista, que assim termina por dar continuidade e atualizar todo um of\u00edcio historicamente associado ao feminino.<\/p>\n\n\n\n<p>Desta forma, indo da dimens\u00e3o c\u00f3smica para a biogr\u00e1fica, da org\u00e2nica para a arquitet\u00f4nica, da biol\u00f3gica para a humana, a presente sele\u00e7\u00e3o acaba por oferecer algumas \u201cferramentas\u201d utilizadas pelos artistas para entender as diferentes inst\u00e2ncias que nos comp\u00f5em.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;                                                                                                                                                                                      &nbsp;Theo Monteiro<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Pavilh\u00e3o Mar, Stand V3, Marina da Gl\u00f3ria, Rio de Janeiro<\/p>\n\n\n\n<p>14 \u2013 18\/09\/2022<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><i>Pavilh\u00e3o Mar, Stand V3, Marina da Gl\u00f3ria, Rio de Janeiro<\/i><br \/>\n14 \u2013 18\/09\/2022<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3204,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-3202","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-feiras"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gabyindiodacosta.com\/arte\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3202","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gabyindiodacosta.com\/arte\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gabyindiodacosta.com\/arte\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gabyindiodacosta.com\/arte\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gabyindiodacosta.com\/arte\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3202"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/gabyindiodacosta.com\/arte\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3202\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3210,"href":"https:\/\/gabyindiodacosta.com\/arte\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3202\/revisions\/3210"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gabyindiodacosta.com\/arte\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3204"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gabyindiodacosta.com\/arte\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3202"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gabyindiodacosta.com\/arte\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3202"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gabyindiodacosta.com\/arte\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3202"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}